quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ministério Público impetra ação contra Cabral e Picciani

Reprodução/TV
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Governador Sérgio Cabral e o candidato ao Senado, Jorge Picciani
O Ministério Público Eleitoral (MPE) ajuizou, nesta terça-feira (31/08), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral por prática de abuso do poder político contra o prefeito de Italva, Joelson Gomes Soares; o secretário municipal de Saúde, Gilberto Willys de Faria, e os candidatos a governador, Sérgio Cabral (PMDB); a senador, Jorge Picciani (PMDB); o deputado estadual, Leonardo Picciani (PMDB) e o deputado estadual, Altineu Cortes (PR).

O Prefeito e o Secretário são acusados de assediar cerca de 70 servidores municipais, convocados a participar de um ato de campanha para beneficiar os quatro candidatos.


No dia 4 de agosto, o juízo da 141ª ZE de Italva recebeu denúncia de que o prefeito, Joelson Soares, teria constrangido servidores da Secretaria Municipal de Saúde a participar de uma reunião numa casa de festas, às 17 horas.


O encontro seria um ato político para pedir votos aos candidatos apoiados pelo prefeito. A juíza da 141ª ZE, Samara Freitas Cesário, expediu então um mandado de verificação, que permitia aos fiscais do TRE-RJ entrarem legalmente no local.


Quando os fiscais chegaram à casa de festas, por volta das 18h, já havia decorrido uma hora de reunião. Eles relataram ter ouvido o pedido de voto feito pelo prefeito, que encerrou o encontro ao notar a presença dos fiscais. No entanto, um dos servidores municipais havia gravado o ato político e entregou a fita à fiscalização do TRE-RJ. Outros 17 servidores municipais foram identificados e intimados a depor pela promotora da 141ª ZE, Carolina Nassif.


A transcrição da fita e os depoimentos dos servidores que confirmaram o pedido de voto foram encaminhados à Procuradoria Regional Eleitoral, que impetrou a ação.


DEFESA DE SÉRGIO CABRAL JÁ NA SEGUNDA-FEIRA

Sérgio Cabral (PMDB), divulgou nota na segunda-feira (30/08), dizendo que desconhecia a reunião que já fora mencionada pelo jornal “O Globo”, que já trazia a informação de que estaria com o deputado estadual Jorge Picciani, também do PMDB, sendo investigados pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio por abuso de poder político e conduta vedada, que acontece quando há desigualdade de oportunidades entre os candidatos.

“O governador repudia veementemente o uso da máquina pública em prol de quaisquer campanhas eleitorais e desconhece o fato que a Procuradoria Regional Eleitoral menciona e que teria ocorrido a centenas de quilômetros de onde ele estava”.


O comunicado diz que o governador esteve em agendas de campanha que não tiveram qualquer relação com o dito evento e sim teria estado em missa com D. Orani Tempesta pelo Dia do Padre e, depois, em dado entrevista na TV Brasil.
TRE/RJ / SRZD

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